2019 – UNESCO - 55 anos

“Estrangeiro eu não vou ser. Cidadão do mundo eu sou”. Milton Nascimento.

Se pertencemos a um único território, a Terra, como é possível sentirmo-nos estrangeiros? Se somos cidadãos do mundo, não podem existir fronteiras, por isso as diferenças culturais, geográficas, raciais e outras se enfraquecem diante do sentimento de pertencimento à humanidade. Em decorrência disto, a escola necessita preparar o cidadão para participar de uma sociedade planetária, sendo local como ponto de partida, mas internacional e intercultural, como ponto de chegada (GADOTTI, 2000) .

Pensando nesse cidadão do mundo, que possamos abrir as portas para a chegada de 2019, celebrando uma data muito significativa, a presença da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, que tem como prioridade a defesa de uma educação de qualidade para todos e a promoção do desenvolvimento humano e social, essenciais para a construção da cidadania plena e de respeito e efetivação dos Direitos Humanos.

Essa significativa comemoração, nos enseja a uma celebração condizente com a magnitude da referida instituição, por isso, em 2019, faremos a nossa feira cultural considerando essas garantias e promovendo uma reflexão sobre a cidadania planetária, isto é, como ser cidadão no mundo, por meio da FEIRA DAS NAÇÕES.

A ideia de cidadania planetária (mundial) é sustentada por uma visão unificadora do planeta e de uma sociedade mundial, que se manifesta em diferentes expressões: unidade na diversidade, nossa humanidade, futuro e pátria comuns. E assim vamos delineando as nossa práticas educativas, considerando a necessidade de impregnar de sentido o ato de educar, demandando o reconhecimento de uma comunidade global, de uma sociedade civil planetária e de suas exigências que devem ser trabalhadas pedagogicamente a partir da vida cotidiana (GADOTTI, 2000).

Dessa forma, essa cidadania planetária deve buscar a superação das desigualdades, a integração da diversidade cultural da humanidade e atenuação das diferenças econômicas. Por isso, fica impossível falar de cidadania planetária sem falar sobre a globalização, que representa um processo de avanço sem precedentes na história da humanidade, mas que pode ser problemática quando se torna competitiva e os interesses do mercado se sobrepõem aos interesses humanos. Com efeito, surge a necessidade de desenvolver uma globalização cooperativa, solidária, subordinada aos valores éticos e à espiritualidade humanos, que permitirá um avanço mais igualitário dos diferentes povos presentes em nossa nave-mãe, Terra (GADOTTI, 2000).

Por isso, vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois, para melhor juntar as nossas forças, é só repartir melhor o pão, recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois. (Sal da Terra, Beto Guedes).

Seja bem –vindo, 2019! Seja bem-vindo, você, cidadão do mundo!

REFERÊNCIA:

GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

 
 
 
 
 

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